Em nossa casa, os objetos conferem sentido aos espaços, bem como as peças e cores que escolhemos revelam além de nossa preferência, características da nossa personalidade, e modo de pensar.
A decoração do lar conta parte da história da vida das pessoas. A escolha do estilo, cores, composição e peças indicam traços da personalidade dos moradores de uma casa.
Decorar é, com a medição de objetos, conferir sentido a um lugar, tornando-o mais significativo; é tornar público o modo privado de ser de cada indivíduo; é apropriar-se do espaço, submetendo-o aos desígnios de quem o habita, de forma que o reflita tal qual um espelho imagem e semelhança.
O lar é um espaço que integra memórias e imagens, desejos e sentimentos, passado e presente; é o lugar dos nossos rituais e ritmos pessoais de todos os dias.
Cada indivíduo possui uma forma de imprimir sua marca no espaço que habita, revelando sua personalidade e os seus aspectos emocionais.
A casa é mais do que uma expressão arquitetônica, que traz em seus volumes, linhas e cores referências psicológicas e sociológicas de quem habita. A casa é o nosso canto, nosso primeiro universo. Assim revela nossa identidade, assim como uma impressão digital. Se não for dessa forma, vira cenário - e não lar. Não é morada, é apenas moradia.
Apesar de ser um imóvel, a casa não é estática. Ela muda, de acordo com a alma dos seus moradores, acompanhando as suas transformações, expondo a reciclagem de valores por meio de novos arranjos e espaços, cores e tecidos, seus móveis, lustres, planos e lembranças. E essa mudança não deve ser superficial e sim a oportunidade e renovação interior, de revisão do passado para refutar tudo aquilo que não mais diz respeito ao indivíduo, mas pode preservar sua memória e a de sua família.
Este é um ponto para uma breve reflexão:
"Até que ponto as pessoas têm consciência de que reforma suas casas por uma necessidade interior de renovação, ou se a renovação interior é o que fomenta a alteração dos espaços".
O certo é que, há uma correspondência entre o interno e o externo. Nossas casas são consideradas extensões de nós mesmos.
As que não mudam há muitos anos costumam refletir a rigidez, o medo e a insegurança de seus moradores.
As que mudam constantemente pode revelar fragilidade emocional e inconstância de quem ocupa.
O papel da decoração, porém, extrava a promessa de beleza, sua função é fazer com que os ambientes caibam de forma física, social e psíquica no cotidiano das pessoas, comunicando quem são ou quem pretendem aparentar ser. Também é uma forma de comunicar às pessoas onde começa e terminam os limites de cada membro da família.
Você já reparou na sua casa? Em como estão posicionados seus móveis, objetos, adorno.
As cores que ela tem, são realmente as cores que gosta?
Quando você abre a porta a sua casa, ela te acolhe? Pois é isso que tem que acontecer, a nossa casa tem que nos acolher!
E aí, a sua casa reflete a sua personalidade?